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  • Marilice Zanato

A minha terapia é o bar

Atualizado: Abr 13


Esses dias eu ouvi uma história em que a pessoa dizia que jamais faria terapia, pois entendia que era um dinheiro que poderia ser gasto de outras maneiras, como por exemplo, ir ao bar beber e se divertir com os amigos.


A argumentação também transitou pela seguinte frase: “lá com os meus amigos, eu posso contar tudo e todo mundo acaba ouvindo os problemas dos outros, e a gente bebe e depois vai para casa melhor”.


Muito bem…


Vamos a análise…


Não existe problema algum em sair para se divertir com os amigos e isso inclusive é considerado terapêutico.


Porém…


Quando na frase existe um “sair com os amigos e beber” considerar que isso é comparável a terapia, meu amigo… sinto muito em lhe dizer, mas não, isso não é e jamais será considerado terapia.


Para começar que existindo a necessidade de uma substância que tenha serventia o lugar de amenizar e relaxar, como a bebida, já partimos do entendimento que a pessoa não estará em condições de fazer uma análise ou reflexão pleno de sua consciência e entendimento.


Se a bebida precisa entrar no momento para que ela possa se sentir a vontade para entrar em contato com seus sentimentos ou emoções, já fica claro que temos um problema.


Segundo, em uma mesa de bar, todo mundo vai falar dos seus problemas e as outras pessoas vão dar palpites, contar histórias parecidas, falar sobre o tema, porém não pressupõe-se que haverá uma análise e uma reflexão que traga um engajamento ou ação para mudança: trata-se apenas de falar e falar e falar, sem refletir, com amigos falando o que acham que pode ser feito para ajudar naquela história.


Outro ponto importante, muitas vezes, as pessoas em uma mesa de bar, procuram este lugar e momento para desabafar.


Na terapia a gente desabafa, a gente coloca os pensamentos e sentimentos no lugar certo ou pelo menos em um lugar que possa ser analisado e resinificado até ser decidido o que fazer com ele.


Na terapia o profissional que ouve é qualificado e estudou para aquele momento e não dá palpites, não deve se intrometer e julgar o paciente e isso pode sim acontecer em outros lugares.


E sim, eu tenho consciência que algumas pessoas podem ler esse texto e achar que estou fazendo uma crítica a bares em detrimento da psicoterapia e a questão é justamente contrária: Você pode sim sair para se divertir, mas se quer fazer terapia, procure um profissional, pelo menos, as saídas para o bar serão mais interessantes e produtivas.


Procure um profissional de sua confiança e divirta-se com seus amigos onde quer que você ache melhor!

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Observação:

Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

Caso queira publicar algum texto do blog, peço por gentileza mencionar a autoria e me encaminhar um link para que eu também possa acompanhar a publicação.

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