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  • Marilice Zanato

Caridade… Agora é o momento


Dia desses vi um post do Padre Fábio de Melo que dizia o seguinte:


“Neste tempo em que as pessoas estão vivendo muitas restrições, penso que é preciso ter cuidado com o que tornamos público sobre nós. Não acredito que seja hora de exibir os confortos que desfrutamos na quarentena. Ainda que tudo seja resultado de trabalho honesto, isso pode gerar ainda mais sofrimento nos que vivem privados de coisas tão básicas e elementares. Há pessoas enclausuradas em espaços exíguos, desprovidas de conforto e dignidade. O nosso exibicionismo pode ser afronta a quem tão pouco tem”. (Fonte do Instagram).


Pensei tanto sobre isso.


Como a gente fica reclamando de tantas coisas, quando no final o essencial é o que realmente importa.


Quando a gente é capaz de assistir uma notícia na televisão (E estou falando de televisão, não é a realidade de muitos que estão lendo esse post), de pessoas que estão em filas para conseguir alimento, cesta básica… pessoas que estão buscando sobreviver.


Quando me pego refletindo se eu estou fazendo alguma coisa para ajudar outras pessoas, se eu me importo suficientemente, e percebo que o que eu faço é muito pouco.


Quando eu me pego em casa, neste momento, podendo esperar a situação no mundo melhorar, tem gente que não sabe se vai comer na próxima semana.


Quando eu penso no conforto que muitos de nós temos, e de repente, fazer uma doação, que seja de dois reais, pode ajudar alguém que a gente nem sabe que existe.


Aquele rapaz no farol.


Aquela moça com os filhos para alimentar.


Aquela pessoa, que muitos dispensaram porque “não iam gastar dinheiro com empregada, pode deixar que a gente se vira sem você”.


Dispensando como se fosse descarte de lixo…


Sinto muito, mas isso dói. Dói muito!


Até quando a gente vai continuar tratando gente como coisas, gente como serviçais, gente como nada.


Enfim… esse post é desabafo.


O convite para a reflexão é se você consideraria fazer algo que possa ajudar alguém, e não importa o tamanho…. porque de pouco em pouco, a gente fica grande e forte…


Escolher uma instituição qualquer, uma família qualquer, não importa…


Doar algo que o seu coração lhe permita doar.


Algo que esteja na sua casa em desuso e que você sabe que não tem mais sentido algum manter.


Ou a quantia de dinheiro que não vai e fazer falta….


Movimentar essa energia e a fraternidade em relação ao mundo.


Porque hoje, pode ser que a nossa situação esteja um pouquinho melhor, mas tem gente que não sabe se vai ter futuro…. Gente que não sabe se vai ter comida… Gente que não sabe de mais nada.


Talvez lhe custe tão pouquinho, mas o seu coração vai ficar tão quentinho…


Vamos cuidar do nosso mundo ou pouquinho melhor! Vamos!

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Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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