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  • Marilice Zanato

Constelação Familiar – Não consigo me relacionar bem com minha mãe

Atualizado: Abr 13


Este texto faz parte de uma série que irá explicar um pouco como uma Constelação Familiar Individual é realizada.


Cliente me procura, pois tem uma queixa em relação a sua mãe. Ela refere que sempre houve uma relação ruim entre elas, e conta histórias de abandono e ausência por parte da mãe.


Após ouvir um pouco mais da história e esclarecer como uma constelação familiar funciona, ela chega a conclusão que deseja constelar a culpa que sempre sentiu em relação a seus pais, referindo que eles deixaram ela com esse sentimento.


Iniciamos a constelação.


Cliente escolhe um boneco para representar ela, um para representar a mãe e um para representar o pai. Ela fica a frente, olhando para o lado esquerdo, a mãe fica um pouco atrás dela, olhando em direção a filha e o pai fica mais distante, do lado esquerdo olhando para fora do sistema.


Peço para ela sentir o campo, tocando cada um dos bonecos.


Sinto a necessidade de incluir dois bonecos atrás da mãe, que representavam os pais da mãe. Ela diz que ficou ainda mais pesado o lugar dela e da mãe.


O pai não tem força alguma, sendo que a cliente nem chega a sentir ele. Coloco os pais dele atrás dele também.


Na escolha dos bonecos, já noto que existe algo que está fora do contexto, ela se considera maior do que o pai. Depois de mostrar isso a ela, e sentir os bonecos, faço o primeiro movimento que é trocar os bonecos e ela diz sentir-se pequena.


Depois, fazemos alguns movimentos em relação a mãe, e as coisas melhoram um pouco, mas não me parece ser o suficiente.


Peço para ela reverenciar os avós e devolver para eles a responsabilidade de cuidar da mãe, neste momento a cliente tem uma explosão de emoção e chora muito, porém aceita e consegue repetir a frase. Diz sentir-se mais leve.


Depois fazemos o mesmo em relação ao pai. Uma informação importante, o pai dela já faleceu a mais de dez anos. Sinto a necessidade de repetir a frase para o pai dela: “Querido papai, sinto muito sua falta, mas agora você está com seus pais no mundo dos mortos” (Ela chora emocionadamente). Depois de se recompor continuo: “Eu estou no mundo dos vivos, no momento certo voltaremos a nos encontrar.”


Ela me conta que o pai faleceu repentinamente e que ela teve muita vontade de ir com ele. (Ela não havia mencionado isso quando me contou sobre seu sistema).


Fazemos as reverencias e coloco os avós, os pais e ela. Os grandes atrás e ela a frente, porém ela diz sentir um peso e um mal estar.


Incluo um boneco pequeno entre os pais, e ela diz sentir desconforto, falamos para os pais e para o pequeno boneco incluído entre eles, “a responsabilidade por este segredo é de vocês, eu não tenho mais nada a ver com isso, deixo isso com vocês.” Ela diz sentir-se ele e em paz.


Encerramos a constelação.


Obs . Lembrando que a Constelação Familiar não tem intenção de curar ou “livrar” ninguém de seus problemas ou questões, ela tem por objetivo trazer a luz ao problema, e permitir que o constelado pense a respeito e tome as decisões que melhor lhe convirem a partir deste processo.

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Observação:

Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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