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  • Marilice Zanato

Dê o primeiro passo, mesmo se o outro não der


As vezes a vezes a gente fica uma vida inteira reclamando que as outras pessoas não nos entendem, não nos dão atenção, não nos respeitam, e parece que queixar faz mas sentido do que se posicionar de outra maneira.


Na nossa cabeça parece que as coisas ficam distorcidas e a gente espera um momento que o outro entenda que a gente tá sofrendo e que ele é o causador de tudo isso e que ele precisa mudar a forma de agir com a gente.


Mas o grande erro está neste supor que é obrigação do outro fazer.


Quem disse que ele tem realmente que fazer alguma coisa?


A responsabilidade é toda nossa e quem está incomodado é que tem que se mexer.


Não tem aquele ditado: “Os incomodados que sem mudem”


Então eu considero pensar, refletir, elaborar, significar e dar um lugar digno para isso dentro da gente e depois devemos conversar com o causador de tanto desconforto dentro da gente.


Ai fico pensando naquelas pessoas que acham que falar é humilhante.


Meu bem, passar raiva e nervoso é que é humilhante.


Conte para a pessoa como você se sentiu ou sente em relação a determinada postura da outra pessoa


Na realidade, eu orientaria a primeiro refletir e não explodir, porque os resultados costumam ser catastróficos quando agimos de forma passional.


Mas sim, conversar e falar o que se sente é libertador e muitas vezes o outro pode nem se dar conta que causou mal estar a você, ouuuuuu…. ele também poderá contar a versão dele dos fatos e para isso temos que estar dispostos a falar e a ouvir.


Toda dinâmica deve envolver equilibrio entre dar e tomar ou esquece, não vai mais rolar e prepare-se para o fim.


Recentemente eu passei por uma situação parecida. Uma pessoa deixou de fazer algo que eu considerava que estava combinado. Fiquei alguns dias pensativa, chateada e até irritada, mas esperei as coisas acalmarem, porque eu gosto muito dessa pessoa e não queria que as coisas ficassem ruins entre a gente. O interessante é que essa pessoa havia percebido que eu estava “estranha”, respondendo apenas com sim, não e Ok. Quando a gente conversou, ela ficou bem brava e desconcertada, e eu fiquei também porque eu havia realmente ficando magoada com o que aconteceu. E agora tá tudo bem… Ela explicou os motivos dela, eu expliquei os meus motivos. Demos os dedinhos mindinhos e agora tá tudo bem.


Acho que se eu tivesse essa maturidade há uns vinte anos atrás, metade da minha vida seria diferente e para melhor.


Então, te convido a chamar alguém que é importante para você para conversar e dizer o que está te deixando magoado em relação a postura dela. Ouça os motivos dela e tentem encontrar juntos a melhor solução para que esta relação possa continuar melhor do que ela já foi ou é.


Cuidem-se!

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Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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