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  • Marilice Zanato

Quando o que une é a mentira

Atualizado: Abr 14

O que é uma relação entre duas pessoas?


Estou falando de relações que escolhemos ter e não as relações que somos obrigados a ter.

E podem ser relações de: amizade; namoro; trabalho; colegas; amigos; amantes e o que mais sua imaginação permitir…


Essa relação pressupõe uma troca, equilíbrio entre dar e receber, em querer estar junto. E supõe-se que deve ser boa para ambas as partes. Correto?


Quando há uma alegria, satisfação, coisas positivas envolvidas e no final das contas faz bem e é nutritiva.


Mas para algumas pessoas, a rotina, as opiniões, as ideias e intenções mudam e vamos deixando de lado quem somos para ali tentar o ideal da relação e não mais o real.


A convivência se transforma em um universo de “tem que” e dizer o que se pensa pode virar uma briga.


O que era bom, virá chateação e obrigação.


E em alguns casos as mentiras começam a fazer parte da rotina, como uma suposta segurança a relação.


Mas se há mentira, o que há de ser mesmo está relação?


Quando não podemos mais ser quem somos, quando mentimos, omitidos ou inventamos desculpas para que as coisas continuem ou permaneçam, entende se que o que era importante não existe mais.


E a partir de então opera o ego, como uma construção para manutenção do que não existe mais na realidade, mas precisa ter suporte no mundo da fantasia ou da mentira para existir.

Mas existir para quem e para o que?


E o que era para ser bom vira obrigação. E viramos reféns de nós mesmos.


Perdemos tempo, energia e o que mais ha de ser perdido, em função de algo que não existe mais.


E isso se torna um fardo.


Quase uma sacanagem que fazemos conosco para não encarar a realidade.


Para que perder tempo com algo que não é mais prazeroso, interessante, nutritivo e satisfatório?


Temos medo de perder…


Mas perder o que?


Se há muito não existe mais o que um dia houve?


E assim, muitos de nós passamos parte de nossas vidas presos ao que éramos, ao que um dia foi, ao que um dia foi a promessa de felicidade e certeza.


E esquecemos que nem a vida é uma experiência para sempre.


Que tudo tem começo, meio e fim.


E na vida, em nossa história não há de ser diferente.


Viva sua história, estabeleça suas relações e parcerias, mas em respeito a si mesmo, saiba o momento de se afastar e finalizar algo que não lhe faz mais bem.


Mas e o outro? E se ele sofrer?


Cada um cuida da sua parte e cada um se responsabiliza por suas experiências, sentimentos e escolhas.


Por hora, faça a sua parte que já será um excelente passo para sua vida.

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Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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