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  • Marilice Zanato

Tchau, meu amigo… até um dia…

Atualizado: Abr 13


Recebi uma notícia na terça a noite.


Parei para pensar, lembrando das informações com embasamento científico e de confiança, e me dei conta: Talvez essa doença leve uma ou duas pessoas que você conhece.


Uma pessoa partiu.


Uma pessoa que eu tive a honra de conhecer e trabalhar junto.


Uma pessoa que me ensinou muito e me fez crescer como pessoa e como profissional.


Confesso que fiquei muito brava.


Não com ele, porque ele morreu atendendo pessoas e amava demais a sua profissão, ele ajudou muitas pessoas ao longo da vida dele e agora chegou a vez dele de partir.


A minha braveza, tem a ver diretamente com pessoas que estão ignorando o fato de que é real.


Muitas querem viver em suas bolhas e ignorar a realidade, porque se eu não vejo, eu não sou obrigada a fazer nada respeito.


Ou ignoram como estratégia de suportar a realidade, pois se eu ficar em casa eu admito que existe algo muito sério acontecendo no mundo.


Enfim…


Fico brava com o egoísmo de muitas pessoas que podem ficam em casa e não o fazem.


Não estou falando das pessoas não tem escolha e tem que sair de casa, porque o chefe não liberou, porque a empresa só funciona com atendimento presencial, ou que trabalham em hospital e etc.


Outra coisa que eu ouvi: Milhares de pessoas morrem de gripe todos os anos. Então porque vou me preocupar com o coronavírus, se provavelmente ele vai matar a mesma quantidade de pessoas?


Vou inventar números: Se em um ano morrem mil pessoas de gripe. Significa que mais ou menos deveriam morrer cerca de 83 pessoas por mês.


Nesta proporção (que não é a realidade), o sistema de saúde está preparado para dar conta desta demanda. Porém eu só coloquei as que morreram. Imagina a quantidade de pessoas que procura o hospital por gripe e por outros motivos também. Então, já dá para entender que esse número é maior.


Agora, coronavírus…


Se o sistema de saúde opera normalmente no seu limite, imagine que a procura por hospitais seja multiplicada por três. Já dá para entender onde esse número chega.


Não temos números exatos ainda, mas para que não façamos parte da estatística, vamos nos cuidar.


Imagina que mil pessoas morrem por mês, no ano seriam doze mil mortes. Existe sistema que dê conta disso?


Li uma coisa e vou insistir nisso: Você pode ter plano de saúde, pode ter dinheiro, inclusive pode ter advogado para entrar com uma limitar para conseguir uma internação, o fato é que não vai ter leito e você vai morrer porque negligenciou a realidade.


Sei que tem gente que está de saco cheio de ouvir ou ler sobre isso. E respeito…


Mas vou continuar insistindo.


Porque eu me importo.


Se eu ficar em casa, eu não vou usar o hospital e vou deixar um leito livre para pessoas que realmente precisam.


Se eu cuido de mim, eu estou cuidando do mundo.


Faça a sua parte: Fique em casa.

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Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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