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  • Marilice Zanato

Segunda chance

Atualizado: Abr 14


Esses dias eu passei por uma situação que me deixou deslocada, desencaixada e ressabiada.


Uma palavra, na verdade acho que foram duas palavras…


Duas palavras que saíram sem querer, no meio de um monte de coisas que estavam sendo colocadas, ditas em uma determinada situação.


Na hora, eu achei que falei um pouquinho demais, mas não tinha ideia que isso chegaria aos ouvidos do interlocutor de uma maneira desencaixada, atropelada e doeu, doeu muito.


Eu percebi, mas já era um pouco tarde para tentar contornar ou tentar resolver.


E tive que esperar, pensando como faria para resolver a situação.


Depois de algum tempo, tive a oportunidade de falar com essa pessoa novamente, e minha sensação estava certa. A pessoa não havia gostado nem um pouco do que eu disse. Mas além disso, isso foi direto em valores e histórias de passado que deixaram mal.


Então, foi somente neste instante que me dei conta o quanto os valores que nos são ensinados, o que aprendemos que é certo ou errado, o que fazemos corriqueiramente na nossa rotina, pode ser considerado totalmente diferente ou indiferente para outras pessoas.


Algo que eu costumo fazer ou falar corriqueiramente, pode acertar uma pessoa em cheio, em algum lugar que já estava machucado, desencaixado ou até mesmo rebater no que é considerado certo ou errado.


Nesta circustâncias, eu agradeço por ter tido uma segunda chance, para uma explicação, um pedido de desculpa e sinceridades possíveis.


Mas no final das contas, quantas vezes perdemos oportunidades, amizades, amores, e outras coisas importantes, simplesmente porque palavras são ditas e não compreendidas.


Somos responsáveis pelo que falamos, mas muitas vezes, esquecemos de perguntar para a outra pessoa se ela realmente compreendeu, se ela entendeu ou sentiu o que foi dito, exatamente como foi falado.


Eu posso acreditar que estou sendo bem clara e objetiva na conversa, mas na outra ponta da conversa, isso pode não estar chegando assim.


Desta maneira, agradeço por ter tido essa oportunidade de errar, mas de também ter tido uma segunda chance, de maneira que as coisas, a partir de agora, possam estar exatamente no lugar que devem estar.


Encaixadas, entendidas e compreendidas!


E você, já se deu uma segunda chance ou poderia dar uma segunda chance para alguém que te falou algo que te fez mal ou ficou desencaixado em você? – Digo por experiência própria: Isso é libertador!

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