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  • Marilice Zanato

Como viver sem…

Atualizado: Abr 13


Sabe aquele dia que você acha que colocou o despertador no modo soneca, e se dá conta que acabou desligando ele?


Nesse dia não se trata de acordar e sim de pular para dentro da vida.


Acordamos assustados, desesperados porque temos muitas coisas para fazer e até mesmo horários a cumprir na empresa ou com a nossa família mesmo, para levar os filhos na escola, preparar a lancheira, a marmita e assim por diante.


E se normalmente pegar o ônibus no horário normal já é uma emoção, nesse dia que você atrasou, torna-se algo ainda mais emocionante.


Mas esse não é o requinte de crueldade desse texto, para deixar ele mais emocionante, nesse dia, você esquece seu celular em casa.


(Pausa para um mini ataque do coração…)


Porque ficamos tão desesperados por esquecer algo tão simples em casa?


Quando foi que nossa vida ficou toda concentrada em um dispositivo eletrônico que envia e recebe mensagens?


Quando foi que esquecemos de olhar ao redor e nos comunicarmos com as pessoas que estão ao nosso lado?


Porque nos sentimos “vazios” quando ficamos sem ele?


Fico pensando, que a mais ou menos vinte anos atrás, esses dispositivos não existiam e a nossa vida era possível da mesma maneira que é hoje.


Não estou dizendo que a tecnologia e seus avanços são ruins, muito pelo contrário, são maravilhosos e promoveram muitos ganhos para todos nós, mas o que estou querendo dizer, é por que, na ausência ou impossibilidade de estarmos com estes dispositivos em nossas mãos, ficamos alheios, perdidos e esvaziados?


Como se o celular ou dispositivo móvel fosse quase uma parte de cada um de nós e o simples fato de ficar sem ele, nos excluísse da existência no planeta terra.


Então, o que tento deixar aqui, como reflexão é: o que esse celular te oferece ao ponto de parecer que na ausência dele, algo falta em você mesmo?


Será que estamos esquecendo de viver as nossas vidas?

Será que nos tornamos reféns da tecnologia?

Porque quando estamos com outras pessoas, deixamos de conversar para nos atualizarmos em relação ao que acontece no “mundo virtual”?

Porque a vida real se tornou menos interessante do que a vida virtual?


Será que você se sente só de si mesmo e a utilização do dispositivo de alguma maneira traz a falsa impressão de que você está completo e rodeado de pessoas ou atenções, que o curtir ou as mensagens podem preencher?


Então eu te desafio, mesmo que por uma pequena fração de tempo, a deixar seu celular, de propósito em casa, para que possa experimentar essa sensação e se possível se conectar a outras coisas que estão de verdade a sua disposição, como amigos, natureza, vida, o que é real ao seu redor e não um mundo fantasiado e criado inteiramente para que você tenha a falsa impressão de sentir-se incluído em algo que na realidade é apenas fantasia.


Só por hoje: Deixe o celular em casa e vá ser feliz!



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Todo o conteúdo deste blog é de minha autoria.

Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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