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  • Marilice Zanato

Um amigo perdeu seu amor e uma lição ficou...


Dia desses, em uma das aulas da pós graduação em Constelação Familiar, a professora fez um comentário que me deixou pensativa.


Foi o que eu entendi, então pode ter sido algo um pouco diferente disso...


Ela referiu que muitas vezes quando perdemos alguém, acabamos indo para um lugar de culpa...


Culpa, pois eu deixei de ter contato com a pessoa, eu poderia ter feito mais, eu deveria ter conversado, poderia ter passado mais tempo, poderia ter tomado aquele último café, poderia ter atendido aquela última ligação.... e etc...


Mas essa é uma saída que aprendemos para não ter que lidar com a dor.


Quando ficamos na culpa, não necessariamente, olhamos para a dor e a morte.


Quando fazemos isso, nos esquivamos do sentir, e trazemos a responsabilidade para nós, como se isso pudesse amenizar ou mudar os fatos... a morte se faz presente e a dor tem de ser encarada e vivida ou significada.


E por que estou falando isso?


No local onde eu moro, tem um rapaz que trabalha e recentemente ele perdeu a esposa. Tive a oportunidade de conversar com ele pouco tempo depois do ocorrido e ele estava com um semblante abatido, mas seus olhos brilhavam e ele falava dela com tanto amor, tanto carinho, tanto respeito...


Ele disse algo mais ou menos assim: Ela fez tanto por tanta gente, e até quando foi partir, se preocupou em se despedir de todo mundo e preparou a todos para sua partida. E o que ficou para esse rapaz é o amor, e tudo o que ela deixou...


Ele não estava olhando para o lugar do vazio que ela deixou fisicamente, mas tudo o que ela deixou de amor, vida, carinho, respeito, aprendizado e parceria que viveram por muitos anos, então a minha percepção é que o coração dele está em paz, pois ele viveu esse amor e recebeu o que essa mulher tinha para lhe dar.


Disse para ele que eu estou fazendo um curso que me ensina a olhar para a vida e para a morte e em tão pouco tempo, ele e a esposa dele me deram algo que curso nenhum pode ensinar... ele me ensinou sobre amor, sobre vida e sobre aprender a receber.


Agradeço a ele e a esposa dele, e como ele disse: Ele espera um dia poder se reencontrar com ela. (Ele nem sabe, mas isso é uma frase de constelação que conforta o nosso coração e nos faz ficar um pouco mais na vida, até que esse momento possa acontecer, se assim for permitido).


Quanto a gente ainda tem à aprender...

Quanto ainda tenho para aprender...


Marilice Everton Zanato

Psicóloga e Facilitadora em Constelação Familiar

CRP 06/80972

11-9-6989-0331



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Ele tem o objetivo de informação e reflexão e não substitui o processo psicoterapêutico.
 

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